sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Você é arrogante?

Dogville. Um filme espetacular. Eu gostei, mas quem gosta de imagens dinâmicas, não assista, é paradão e reflexivo.
É claro que a pergunta no título é muito simplória para resumir o filme, mas como não sou especialista no assunto, fico com o mais simples para não me complicar.
Ah, humanos... tão (im)previsíveis.





sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Descobrindo o Cinema como Arte



Assisti o filme 'A Árvore da Vida'. Não entendi nada. No início, achei interessante, drama, como indicado na capa, depois comecei a ficar com dor de cabeça de tão confuso que ficou pra mim.
Terminado o filme, minha sensação foi de frustração. Admirei as imagens, a atuação das crianças e mais alguns detalhes de música e som, mas vi cenas desconexas e uma história meio sem pé nem cabeça...
Tive que pesquisar para diminuir o desgosto e pelo menos tentar entender o filme. Busquei algumas críticas, a maioria positiva, mas continuei sem entender. As críticas negativas são "pobres" como a minha, de gente que não gostou porque não entendeu.
Encontrei algo maravilhoso, uma informação nova e muito bem fornecida através deste texto que tenta explicar como assistir o filme citado aqui.
Descubro então, que cinema é uma arte de verdade, não estando restrita a boa atuação de atores ou efeitos especiais, é muito mais sublime porque de alguma forma retrata a alma de quem está por trás, o diretor, por exemplo. A partir disso, posso assistir filmes com outra visão que não seja reduzida ao entretenimento.
Transcrevo algumas frases que foram muito esclarecedoras:

"Não sabemos ver cinema como arte"
"O cinema deixou de ser uma arte relacionada à imagem e à imagem no tempo e se tornou teatro filmado."
"Não há pecado em assistir a um filme por pura diversão. Mas não é inteligente utilizar o entretenimento como critério final de julgamento da arte."
"Se você sabe ver um filme como arte e não gostou de Tree of Life, isso não se aplica a você. É perfeitamente adequado desaprovar de forma inteligente uma obra de arte. Mas infelizmente isso não se aplica à maioria do público brasileiro."
"Para superar o incômodo da ausência de linearidade o expectador precisa saltar da atitude naturalista para uma atitude poética, e explorar as analogias e conexões estéticas entre as partes aparentemente “soltas” do filme, exatamente como na poesia escrita. A diferença é que a poesia agora é feita de imagens e narrativas."
"Outro ponto importante é que o filme é completamente autoral. Quase sempre, quando vemos um filme, ficamos impressionados (ou não) com a atuação dos atores.  O filme não pretende pôr à frente o ator, a atuação, nem ser fiel a uma narrativa escrita anterior, mas exprime a interioridade do diretor, sua experiência do mundo e sua percepção poética das coisas. "

Nunca sequer prestei atenção em quem era o diretor, a não ser Steven Spielberg... 
Realmente, eu não sei assistir filmes como verdadeira arte. Como nunca é tarde para aprender, posso/podemos começar agora!


Link do texto citado: http://ultimato.com.br/sites/guilhermedecarvalho/2012/03/30/como-assistir-a-arvore-da-vida-de-terrence-malick-3/

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mulheres, Homens e Cia.

"O teu desejo será para o teu marido e ele te dominará". Esta frase está no texto do livro de Gênesis. Explicamos esta afirmação entendendo que é uma das consequências do pecado e da desobediência da mulher. O homem teve, também, suas "maldições".
Interessante pensar o seguinte: para a mulher ter seus desejos submetidos ao marido é uma "maldição", já para o homem ter que tirar do suor do seu trabalho o sustento, é uma honra. Homens bem empregados são honrados, mulheres sujeitas a seus maridos são nada. Homens não empregados são nada, mulheres bem empregadas são ativas, descoladas, inteligentes.
Vejo aqui que o valor está no trabalho e não na sujeição e se o valor está no trabalho e é o homem que "deve" trabalhar, o valor está nele. E a mulher? Esta, talvez sirva a quem trabalha, lhe dê conforto, carinho, prazer... traduzindo: ele dá a casa, a comida e a roupa, ela faz a comida, deixa a roupa lavada e pra melhorar, faz sexo, muito sexo! E isso não é trabalho? E como é! Por que será que justamente este trabalho não tem valor como o outro, dito masculino? Talvez porque o valor realmente não esteja no trabalho e sim no homem. Vivemos sim, em uma sociedade machista, muito da hipócrita e com valores deturpados. 
Por que não há valor na sujeição? O que nos ensinaram sobre sujeitar-se? No dicionário está que é: dependência, submissão, acatamento. Ou seja, um manda o outro obedece? É isso, tem como manobrar para dizer que é outra coisa? Acho que não, a mim parece claro. E então, que mal há em sujeitar-se? Na verdade o mal está em a quem vamos nos sujeitar. Quem sujeitou não amou, pelo contrário, maltratou, humilhou, matou. Então, o que deve mudar para que a "sujeição" seja aceita é quem sujeita. Este/a deve amar, elevar, se importar com quem está sujeito.
Hum... aí, caímos na maldade naturalmente humana. Quem fizer isso, perderá o aparente domínio, o aparente controle, não será mais o/a dono/a da situação. Se a sujeição for algo bom e prazeroso para o bem, haverá quem se sujeite, mas se for má, haverá mais ainda quem se revolte, e é o que há agora, revolta e só.
E as mulheres... ainda tentam provar aos homens que são capazes, mesmo tentando se desvencilhar do "domínio" deles, ainda estão escravas da forma como eles as veem. Querem ser iguais/melhores/maiores, querem dominá-los, querem sujeitá-los tanto quanto eles querem isso delas. Um ciclo vicioso, cansativo e chato. E etc.

sábado, 28 de julho de 2012

Visita ao Pão de Açúcar - Rio de Janeiro!


Diferente da nossa ida ao Cristo, a visita ao Pão de Açúcar foi maravilhosa! 
Compramos os ingressos, entramos no Bondinho e subimos via teleférico até o morro da Urca. O ambiente lá é muito agradável e a vista linda.
Dali pegamos novamente o bondinho e fomos até o Parque do Pão de Açúcar, o morro mais alto. Espetacular! Uma visão ampla do Rio e lindíssima. 
Passamos ali uma ótima tarde e ao anoitecer, as luzes da cidade vista lá de cima... sem palavras, é encantador.
Esse ponto turístico do Rio vale muito a pena conhecer, mas infelizmente não é nada barato.

Valores (em julho/2012): R$ 53 adulto e R$ R$ 26 crianças a partir de 6 anos.
Para "embarcar" no bondinho: Av. Pasteur, 520 - Urca - Rio de Janeiro

Informações detalhadas no site.  

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Passeio ao Cristo Redentor - Corcovado

Descrevendo sobre minha impressão a respeito das visitas ao Cristo Redentor, no morro do Corcovado, localizado no Parque Nacional da Tijuca.

Para visitar o Cristo, meu primeiro passo foi a pesquisa na internet sobre como chegar e valores de tarifas.  
O site que consegui acessar foi o do Trem do Corcovado, que nos leva do bairro do Cosme Velho até os pés do Cristo. Creio que esta é a forma mais fácil e prática de chegar, mas os valores são altos.
Continuando a pesquisa, encontrei vários sites e comentários que citavam a visita ao Corcovado/Cristo, mas, sinceramente, nada detalhado o suficiente.
As opções apresentadas foram o Trem do Corcovado, vans ou táxis, atualmente, carros não podem subir, devem ir até a Estrada das Paineiras e estacionar por lá mesmo. O site do Trem informa que no valor pago já está incluso o ingresso ao Cristo, sobre as vans não é dito nada de valor, média de preço do táxi também não. Fiquei em dúvida sobre quanto custaria somente o ingresso ao Cristo, pois subir à pé, também seria uma das opções, sendo que a informação que li era que deveríamos caminhar 2 km de subida e só faz isso quem tem ou está com um super espírito de aventura. Achei que no site do Guia Oficial de Turismo do Rio, as informações também são limitadas. Talvez o melhor fosse entrar em contato via telefone. Até este momento da pesquisa, já achei desgastante, pois uma das 7 Maravilhas do Mundo deveria ser mais explícita, além das lindas fotos divulgadas também as opções de chegada no local.

Fui com minha família. Seguimos até as Paineiras, estacionamos - o "estacionamento" é na estrada mesmo, fica uma fileira de carros estacionados, dividindo a pista com duas mãos, ida e volta e ainda pedestres. Uma loucura em dias de muito movimento como o dia em que fomos, simplesmente lotado!
Como o acesso ao Corcovado estava lotado (parece que todos os visitantes resolveram ir no mesmo dia!), haviam duas filas enormes, uma para comprar o ingresso e outra para entrar nas vans e subir. Nesse momento eu entendi que nas Paineiras tem uma bilheteria que vende os ingressos para o Cristo e este ingresso, é um convênio entre o Parque Nacional da Tijuca e a Cooperativa de vans.

O passeio foi bom, a vista lá de cima do Cristo é simplesmente linda. Pena estar tão lotado, não estava fácil sequer andar, quanto mais admirar a vista e tirar fotos. Os comentários que ouvi de pessoas que já foram várias vezes ao Cristo foram que nunca haviam visto o Cristo tão lotado!


A parte ruim:
Tem pessoas - até uniformizadas! - que ficam no caminho abordando os carros que estão indo em direção ao Corcovado, oferecendo serviços como se fossem credenciados com as vans. Eles cobram um certo valor que "inclui o ingresso e a subida de van até o Cristo". Na verdade o que eles tem é um "conchavo" com a bilheteria e os auxiliares das vans e o que fazem é o seguinte: acompanham/guiam a pessoa até as Paineiras, compram os ingressos direto na bilheteria sem enfrentar filas e tentam encaixá-las direto na fila das vans, na frente, ou seja, furam a fila!
As próprias auxiliares das vans, as credenciadas, recebem grupos e tentam encaixá-los na frente da fila, direto para a entrada na van. Golpe seguido de golpe e cada um querendo "tirar o seu".
E quem fiscaliza isso?

Foi apenas um dia das férias de julho, imaginemos como será durante os eventos esportivos nos próximos anos...



Acesso ao Cristo Redentor 
Informações (em julho de 2012):


Trem do Corcovado
Sai do Cosme Velho. As tarifas especificadas no site são: R$ 44 adultos e R$ 22 crianças de 6 a 12 anos. Mais detalhes no site.

Vans (só descobri o site depois que visitei o Cristo e vi o nome da cooperativa das vans que nos leva até lá)
Vai de carro ou táxi até o estacionamento das Paineiras, compra o ingresso na bilheteria que tem na frente da subida do Parque Nacional. Valor: R$ 26,53 (alta temporada) e R$ 18,53 (baixa temporada). Crianças com idade até 12 anos não pagam.

A pé
Não encontrei informações suficientes, apenas que são 2 km de subida. Vi pessoas subindo a pé, tiveram que chegar de carro até as Paineiras e caminharem numa estrada de subida e curvas até o Corcovado, sendo que, ao que me parece, não tem como ter acesso ao Cristo, pois para subir a escadaria de acesso, deve-se passar por uma roleta que é liberada apenas com o ingresso.

De carro
Carros foram proibidos de subir até o alto do Corcovado, os únicos veículos que sobem são as vans ou outros autorizados. O carro deve ser estacionado nas Paineiras, próximo a bilheteria das vans e o restante do caminho deve ser feito de van.

Importante: não aceite que comprem o ingresso para você, todos tem acesso a bilheteria das vans e ao trem. A não ser que seja um guia credenciado e que você saiba exatamente quanto está pagando a ele e quanto está pagando pelo ingresso. Tem muitos mal intencionados no caminho cobrando valores abusivos por serviços que eles não são autorizados a prestar.